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Saturday, February 27, 2010

A crise em um relacionamento pode ter seu lado positivo

Você e seu parceiro sempre foram muito felizes e tudo até mesmo parecia um conto de fadas. Mas, de repente, com o passar da convivência, vocês começaram a não se entender mais tão bem assim. Chegou a chamada fase de "crise" no relacionamento e nessas horas uma questão que não sai da sua cabeça é o que fazer para poder dar um "chega para lá" nisso?


A psicóloga e neuropsicóloga Adriana Falcão Duarte, explica que geralmente chamamos de crise tudo que sai fora de um padrão ou de uma rotina e que não estamos prontos para lidar com mudanças, até mesmo aspositivas. Para Márcia Corrêa, que também é psicóloga, os relacionamentos passam por crises porque basicamente todas as pessoas mudam todos os dias. "Ninguém nunca é a mesma pessoa do dia anterior e nem sempre as mudanças são melhores para ambas as partes. Daí, começam as divergências", afirma.
Se você se encontra nesta situação em que tudo o que o outro diz parece irritá-la ou então, aquilo que você tanto admirava virou um tormento no seu dia-a-dia, não é preciso se desesperar. Para o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Junior, a crise permite uma nova construção, um novo projeto de vida conjunta para o futuro do casal. "É uma possibilidade de os parceiros 'se casarem novamente' e desta vez ser um casamento que sirva para ambos e sobre o qual os dois tenham poder de dirigir", conta Rodrigues.
O psicoterapeuta diz que a melhor maneira de lidar com as fases ruins de uma relação é aprender a administrar as emoções e lidar com elas. "Devemos começar olhando o que precisa ser mudado e o que pode ser aproveitado em um momento de crise". Segundo ele, é preciso ter consciência de que as crises não serão evitadas e por isso, as mudanças devem ser vistas como um novo ânimo para o casal.
Na opinião da psicóloga Márcia Corrêa, sem dúvida o diálogo é a chave da solução de qualquer crise. "A pessoa deve falar o que sente e o que pensa, tanto para criticar como para elogiar. O que o casal não pode fazer é acumular um monte de coisas - o famoso 'engolir sapo' - e falar todas as críticas negativas de uma vez durante uma crise, a exemplo de 'porque naquele dia do ano passado você fez tal coisa'. O casal também deve estar preparado para ouvir, isso é muito importante. Muitas pessoas gostam de falar e não gostam de ouvir", comenta.
Adriana Falcão Duarte ainda ressalta que se não houver respeito, confiança, companheirismo, verdade e sentimento, não existe mais relação. "Às vezes só conversar não basta para sair da crise e, nestes casos, procurar ajuda profissional pode resolver o impasse", declara.
A auxiliar administrativa de vendas Priscila Souza, 24 anos, que namora há um ano e dois meses, diz que a melhor forma de sair de uma crise é ter muita confiança em si mesma e não se desvalorizar. "Aceitar as diferenças de personalidade, evitar arrogância e resolver tudo numa boa conversa são algumas dicas para recomeçar um relacionamento".  (http://migre.me/lAA6)

Relacionamento em crise.

Você sabe por que duas pessoas permanecem juntas durante um período de tempo, numa relação

afetiva? As pessoas costumam dizer: o amor… afinidade, companheirismo, respeito mútuo, amizade…
Palavras bonitas, certo? Mas vazias… O que mantém duas pessoas unidas é, nada mais, nada menos, que: interesses comuns. Está certo, não vamos ser radical: existem casos em que ambos os parceiros entraram num estágio além dos interesses. Mas este tipo de amor não é tão simples: ele requer liberdade total para ambos, aceitação de todos os pontos positivos em si e no outro, independência, respeito. Este tipo de amor exige dois seres íntegros que, juntos, formam algo maior… Acreditamos firmemente que isto pode ser alcançado, embora, a princípio, sempre esbarre nos interesses que permeiam qualquer relação.
Quando um casamento ou relação afetiva entra em crise, este amor sublime que falamos acima não está manifestado. Ele existe, mas se esconde. E o que a crise está dizendo? Está dizendo que os interesses que havia na relação estão em conflito. Vamos ser bem claros a respeito dos interesses? Bem, se você tem um parceiro ou parceira, o que procura nela? Sexo, prazer, segurança, conforto, carinho, proteção, incentivo, grana, força, suavidade. Isso é óbvio, não? Então, porque negar tudo isso? Ah. Isso é uma longa história, de mentiras que somos ensinados a acreditar para evitar olharmos para nossas próprias necessidades. Merecemos, sim, carinho, sexo, prazer, vida estável, segurança financeira… Sim, merecemos e devemos ir atrás disso.
Mas como somos ensinados a não reconhecermos isso na frente dos outros, fingimos que não
precisamos dessas coisas. Porém, inconscientemente, queremos que o parceiro ou parceira nos dêem isso que queremos. O parceiro ou parceira, do outro lado, também quer que nós supramos o que eles sentem falta. Enquanto esta troca de necessidades estiver relativamente equilibrada, o relacionamento permanece. Mas, quando isso é rompido, quer dizer, quando de um lado ou de outro deixamos de receber aquilo que recebíamos, o relacionamento estremece. Por exemplo, quando o parceiro do qual queremos segurança financeira é demitido ou tem sua empresa falida, algo dentro de nós grita. Ou da parceira que exigimos carinho, quando nasce o primeiro filho e ela desvia a atenção para a criança, sentimos uma perda emocional tremenda. Então são coisas que vai acontecendo em nossas vidas ao decorrer de cada fase dela.
Como essas necessidades não são faladas, muitas vezes nem reconhecidas, começam a ocorrer brigas sem nem mesmo entendermos o porquê. A crise pode provocar o rompimento da relação, a separação do casal, quando não existe mais a possibilidade de suprirmos as nossas necessidades na figura do parceiro. E vice-e-versa.E isso se torna ruim, pois por todos os problemas e dificuldades vivida,passamos juntos e superamos,não é um que um relacionamento se acabe assim.
E devemos reconhecer: mesmo que não haja rompimento, uma relação baseada na cobrança mútua, onde exigimos que o outro nos dê aquilo que sentimos falta, está longe de manifestar o amor profundo, que falamos no início do texto.

A reconciliação em crise de relacionamento


A separação ocorre no não reconhecimento das nossas necessidades interiores, que inconscientemente jogamos na responsabilidade do outro. E a reconciliação? É simples: começa no reconhecimento destas necessidades. E mais: no entendimento que somente eu posso me preencher daquilo que sinto falta. É um trabalho interior, pessoal, que passa por auto-conhecimento e terapia, em alguns casos. Não porque somos loucos ou neuróticos. Mas simplesmente porque todos carregamos estas dores emocionais, e temos a tendência de culpar o marido, a esposa, o papai ou a mamãe por elas. E somente nós podemos nos suprir daquilo que achamos que falta. Porque, na realidade, nada nos falta. Se o outro lado da história, o parceiro, também se trabalhar neste aspecto, o relacionamento pode ser reconstruído. Se não, é separação na certa.Devemos ambas partes ter conciência que erramos e sabermos também onde erramos,para que assim possamos optar pela reconciliação e sermos felizes.
Mas queremos falar na reconciliação: imagine você num relacionamento onde o seu parceiro está íntegro e honesto. Consciente das suas necessidades, qualidades e defeitos e, por isso, não joga a responsabilidade de nada sobre você. Você não precisa ser mais carinhoso, mais amoroso, mais eficiente, ganhar mais, estar mais presente. Você é bacana como é. E ao mesmo tempo, você se sente íntegro, honesto consigo mesmo: sabe que possui pontos que pode melhorar, e trabalha por isso. Consciente da sua capacidade, faz o melhor que pode, a cada instante. E os dois, honestos e conscientes, buscam construir, juntos, uma relação de prazer, conquistas, desfrutar a vida que é bela e, muitas vezes, nem é vista. Imagine que você se permite, às vezes, estar sozinho, solitário, trabalhando suas questões consigo mesmo. E permite também ao outro seus momentos de solidão. O que seria você, numa relação onde, nem sempre, precisaria estar presente na família, e poderia curtir seus próprios amigos? E também permitisse ao outro a mesma coisa?
E juntos, curtissem algo que ambos gostam muito de fazer?
Este tipo de relacionamento é possível. Este tipo de relacionamento se constrói. Desde que ambos os lados permitam-se serem honestos. Em primeiro lugar, honestos consigo mesmo.E ter um amor verdadeiro e fiel,pois fidelidade constroí uma vida feliz eternamente em ambos lados de marido e mulher
pai e mãe. (http://migre.me/lAOs)